Comentários que me incomodam um pouco (mas só um pouquinho mesmo porque eu provavelmente pensaria a mesma coisa no lugar de alguns amigos): sentimentos de inveja em primeiro lugar e segundo, que estou aqui de férias.
Inveja, mesmo que branca, é uma merda. Inveja por que? Todo mundo aqui é adulto e capaz de mudar de conduta, de lifestyle. Todo mundo, absolutamente todo mundo. Sendo assim, inveja de que? Da coragem de tentar buscar a felicidade longe da superficialidade das grandes metrópoles? Não pensem que foi fácil. Não se enganem pensando que a rotina aqui é igualmente fácil. E não se enganem pensando que este é um estado permanente (tanto físico como emocional). Abri mão de muita coisa na tentativa de construir uma nova vida longe da segurança ao longo de 30 anos absorvendo São Paulo e posso encher a boca de orgulho pra dizer que tive exito – ou que estou tendo, ou pelo menos tentando.
Quem me conhece sabe que sempre vivi o que a cidade tinha pra me oferecer a full, mas que ainda assim me deixava um grande e perigoso vazio interno. Como se faltasse alguma coisa muito importante e essencial na busca de uma certa felicidade ou satisfação pessoal e que encontrei em Santa Catarina, na “simplicidade” da vida caiçara na Praia do Rosa.
Tudo começou ao pedir demissão da produtora e tirar férias, depois de anos dedicando-se aos estudos e ao trabalho, a consolidação de uma "carreira" e da manutenção de um status que imprime respeito na vida cosmopolita e que em SP nos parece fundamental.
Não, não vou cuspir no prato que comi, mesmo porque sempre adorei a vida cosmopolita – e sigo adorando, em menor escala. Tudo o que foi vivido me serve de grande valia e moldou meu caráter, fez de mim a pessoa que sou. A questão é: pra quem me conhece, sabe que passei anos buscando preencher um vazio existencial que, pela primeira vez, se fez possível no outro extremo, mesmo tendo absolutamente TUDO que, na cidade, é sinonimo de qualidade de vida ou de felicidade. E quer saber? Não, não era feliz. Sempre me faltava algo, sempre me sentia menos, atrasada, empacada, castrada. Inveja de que?
Descobri a felicidade na simplicidade da vida caiçara. Descobri que um arco iris, golfinhos nadando na mesma baia que eu me banho, que segunda-feira de nada se diferencia de uma sexta e, principalmente, ter encontrado aqui a importância em larga escala do conceito de comunidade, integração, respeito e cordialidade entre os habitantes do mesmo lugar. Descobri que isso me faz feliz, descobri que isso me completa.
Inveja???? Por favor, meus amigos, inveja não! Foram muitos anos na busca do que penso que encontrei aos 30! Não estou fazendo nada mais que buscar meu próprio bem estar fundado em uma felicidade sempre e inevitavelmente impermanente mas, desta vez, longe da paulicéia. E não se enganem por posts felizes com fotos de rica vida em meio a impecável beleza natural, pois problemas existem e nos seguem em qualquer locação – com ou sem golfinhos na sua praia. A questão é: onde quero ter que lidar com meus problemas? Onde quero ter que me suportar e aos outros também? Problemas existem e é justamente por isso que estamos aqui, pra resolve-los, para evoluirmos não somente como espécie, mas como seres regados de compaixão, perdão, compreensão e amor.
Sim, vim pro Rosa de ferias em outubro, depois de 6 anos trabalhando intensamente, quando me encontrei em um ponto que era parar tudo e buscar uma nova maneira de olhar a vida ou me entregar a loucura ao me deixar sucumbir pelas falsas valvulas de escape felizes das grandes cidades. Foi uma opção pessoal de mudança efetiva de relações e condutas que em SP tentava em vão aplicar no micro pra mudar o macro.
Inveja??? Não, por favor, inveja não…
sábado, 9 de abril de 2011
quarta-feira, 11 de março de 2009
EXCOMUNGUE-SE!

Você foi batizado contra a sua vontade?
Já está mais do que cansado da Igreja Católica, do Vaticano www.vatican.va/
e de todas as suas pretensas verdades e (imensos) equívocos históricos?
Ficou embasbacado ou furioso com as últimas notícias?
noticias.uol.com.br/ultnot/multi/assistir.jhtm?media=prom...
Faça hoje mesmo o seu pedido para a autoridade clerical mais próxima!
Em São Paulo:
Arcebispo DOM ODILO PEDRO SCHERER
Arquidiocese de São Paulo
Avenida Higienópolis, 890 - São Paulo - SP
CEP 01238-908
Fone: (11) 3826.0133
Fax: (11) 3825.4414
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Aniversário
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
Envelhecendo com graça
AUTORETRATO

Feliz da vida com a compra do meu Atari, morrendo de vontade de falar para o mundo que comprei um, cheguei no trampo e colei na primeira pessoa que ví:
- "COMPREI UM ATARI!"
Meu entusiasmo foi tanto que mal cabia na sala. Esperando uma resposta qualquer, não necessariamente no mesmo nível histérico que o meu, mas uma manifestação que fizesse valer a importância daquele objeto e o significado de toda uma cultura datada e que euforicamente clamava! Enfim... Eis:
- "Ah, legal..." - Pausa.
Fiquei passada sem querer demonstar - e continuou:
- "Outro dia um amigo meu estava brincando com um. Nooossa, velhão!"
Ha!
Adorei!
Nada como essas pequenas coisas pra mostrar que ninguém aqui é criança anymore.
Ps- ela tem 18 anos.
Feliz da vida com a compra do meu Atari, morrendo de vontade de falar para o mundo que comprei um, cheguei no trampo e colei na primeira pessoa que ví:
- "COMPREI UM ATARI!"
Meu entusiasmo foi tanto que mal cabia na sala. Esperando uma resposta qualquer, não necessariamente no mesmo nível histérico que o meu, mas uma manifestação que fizesse valer a importância daquele objeto e o significado de toda uma cultura datada e que euforicamente clamava! Enfim... Eis:
- "Ah, legal..." - Pausa.
Fiquei passada sem querer demonstar - e continuou:
- "Outro dia um amigo meu estava brincando com um. Nooossa, velhão!"
Ha!
Adorei!
Nada como essas pequenas coisas pra mostrar que ninguém aqui é criança anymore.
Ps- ela tem 18 anos.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
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